terça-feira, 8 de julho de 2014

Continuar torcendo pelo Brasil.

Não torcer pelo Brasil na Copa Mundial de Futebol é “não ser brasileiro”. Amar a Pátria está intrisicamente ligado a acompanhar a Paixão Nacional e vestir a camisa e balançar a bandeira a cada gol marcado.
Nas derrotas das outras seleções, aplaudimos ou vaiamos, e afirmamos existirão outras copas, mas em nossa derrota parecemos perder a esperança e a confiança que temos pelo futebol brasileiro.
Deveríamos ao contrário, perceber que o futebol evoluiu e está mais difundido, e com essa difusão, adquirimos o respeito de termos o futebol pentacampeão. Somos o “país do futebol”,  mesmo que isso nos traga também algumas estatísticas tristes, na saúde e educação.
Portanto, é melhor não ter essa paixão desenfreada pelo futebol e ser em primeiro momento chamado de “não-brasileiro”, do que em vista de uma derrota queimar a Bandeira Nacional, dizer que o time não presta.
Ah, os que digam, que o resultado da copa irá mudar o cenário da política brasileira, e se isso realmente acontecer é porque mostra que nos preocupamos mais com futebol do que com Política, Educação, Saúde, Economia.
Mesmo não acompanhado a Copa tão de perto, guardarei como recordação as lágrimas dos jogadores colombianos, tristes e aplaudidos. Sei que não sairam derrotados, mas sim vitoriosos. E ao regressarem para casa foram recebidos como heróis pelo seu povo.

Por fim, acredito firmemente que ser brasileiro, não está vinculado as Vitórias da Seleção Brasileira de Futebol. É também momento de refletirmos: O Futebol evoluiu, e estamos investindo em nossos atletas para que acompanhem essa evolução; Será que não podemos ser o país da Educação, da Saúde, e de diversos outros esportes que precisam da valorização dos brasileiros e de investimentos?

sábado, 28 de junho de 2014

O que o Nordeste tem de Melhor?

Motivado pela última “brincadeira” apresentada na mídia a respeito do Nordeste Brasileiro. Temos o dever, não somente como nordestinos, assim como humanos de reapresentar a todos, o respeito à humanidade que a pouco está sendo perdida.
Refletindo melhor, tais afirmações e insultos nos fazem pensar:
Não somos apenas destinos turísticos com belíssimas paisagens; não somos apenas o frevo (patrimônio imaterial da humanidade); não somos apenas grandes escritores do cenário literário brasileiro; não somos apenas uma culinária variada; não somos a maior festa popular do planeta; não somos o maior cajueiro do mundo; não somos grandes nomes da música brasileira. Afinal, não somos nada. Nem sequer brasileiro.
Felizmente, somos um povo guerreiro, que soube combater as invasões coloniais. Estamos em todos os lugares, contribuindo com o desenvolvimento; Somos candangos, somos soldados da borracha; somos os sem-moradias e criadores das favelas em seus grandes centros urbanos.
Diante disso tudo, apenas o que temos de melhor somos nós mesmos. Nós que sabemos conviver com as adversidades e preconceitos de cada dia. Sabemos até hoje lidar com as explorações, fomos condicionados a isso, talvez não lembres que fomos os primeiros a ser colonizados.
 Por fim, todas essas palavras são um nada diante da grande poesia dos nordestinos Bráulio Tavares e Ivanildo Vilanova, apresentada ao mundo pela voz de Elba Ramalho.
É hora de deixar os profissionais falarem:

NORDESTE INDEPENDENTE
(Imagine o Brasil)

(Ivanildo Vilanova e Bráulio Tavares)

Já que existe no Sul este conceito
que o Nordeste é ruim, seco e ingrato,
já que existe a separação de fato
é preciso torná-la de direito.
Quando um dia qualquer isso for feito
todos dois vão lucrar imensamente
começando uma vida diferente
da que a gente até hoje tem vivido:
imagine o Brasil ser dividido
e o Nordeste ficar independente.

Dividindo a partir de Salvador
o Nordeste seria outro país:
vigoroso, leal, rico e feliz,
sem dever a ninguém no exterior.
Jangadeiro seria o senador
o cassaco de roça era o suplente
cantador de viola o presidente
e o vaqueiro era o líder do partido.
Imagine o Brasil ser dividido
e o Nordeste ficar independente.

Em Recife o distrito industrial
o idioma ia ser "nordestinense”
a bandeira de renda cearense
“Asa Branca" era o hino nacional
o folheto era o símbolo oficial
a moeda, o tostão de antigamente
Conselheiro seria o Inconfidente
Lampião o herói inesquecido:
imagine o Brasil ser dividido
e o Nordeste ficar independente.

O Brasil ia ter de importar
do Nordeste algodão, cana, caju,
carnaúba, laranja, babaçu,
abacaxi e o sal de cozinhar.
O arroz e o agave do lugar
a cebola, o petróleo, o aguardente;
o Nordeste é auto-suficiente
nosso lucro seria garantido
imagine o Brasil ser dividido
e o Nordeste ficar independente.

Se isso aí se tornar realidade
e alguém do Brasil nos visitar
neste nosso país vai encontrar
confiança, respeito e amizade
tem o pão repartido na metade
tem o prato na mesa, a cama quente:
brasileiro será irmão da gente
venha cá, que será bem recebido...
imagine o Brasil ser dividido
e o Nordeste ficar independente.

Eu não quero com isso que vocês
imaginem que eu tento ser grosseiro
pois se lembrem que o povo brasileiro
é amigo do povo português.
Se um dia a separação se fez
todos dois se respeitam no presente
se isso aí já deu certo antigamente
nesse exemplo concreto e conhecido,
imagine o Brasil ser dividido
e o Nordeste ficar independente.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Boas ou Más Musicas?

Basta apenas falarmos em música que logo percebemos a grande diversidade de gêneros, ritmos. Olhando por esse lado, até que tudo parece bem, mas basta falarmos ou encontrarmos ritmos ou gêneros que não gostamos para que os verdadeiros duelos aconteçam.
Ah, eu não gosto de funk! Ah, Rock é coisa de satânicos! Reggae não presta! Ah, Brega é muito brega! Quantas interjeições que se tornam tão presentes em nosso cotidiano. Começando a minha explanação gostaria somente expressar o que considero como certo. Se não concordares com o que falo, apenas lhe digo: É um direito seu.
Voltando ao assunto, fico imaginando se o mundo não evoluísse ou passasse por transformações, o que seria de nós. Ao mesmo tempo em que defendemos a tecnologia e a globalização, criticamos as variações musicais em que estamos ou somos “obrigados” a conviver. Não é porque não gosto de um gênero, que me garante que não vou escutá-lo, pois para sua (in)felicidade, seu vizinho pode lhe proporcionar estas audições.  
O fato é que em todo processo artístico, sempre a humanidade proporcionou estas grandes batalhas. Basta lembrarmos do surgimento do Modernismo, com a Semana de Arte Moderna, em que a sociedade ficou chocada com textos que rompiam com a métrica e estilos presentes. Na época, como hoje, tiveram os que destetaram, outros que defenderam. E como resultado, tivemos o surgimento de excelentes autores, pintores, músicos. Sobrevivermos ao modernismo e chegamos, enfim ao Mundo Contemporâneo.
Prezados leitores e leitoras, hoje falamos muito sobre o respeito ao próximo, acredito que isso inclui seus gostos musicais. Existe sim, hoje, um preconceito a respeito dos ritmos, estilos e gêneros surgidos ou desenvolvidos nas regiões periféricas de nossas cidades. Esses muitas vezes falam apenas de cenas e desejos cotidianos de muitos, outros apenas caem no gosto por repetirem uma única palavra em um ritmo cadenciado ou não (o que esperar, se o gosto e investimento em educação e cultura ainda são básicos), e em nossa correria não termos tempo de apreciarmos a letra; outros ainda, colocam o sexo e o mundo erótico como enfoque, assim também em toda época houve músicas tradicionais e populares que expuseram esses temas.

O certo, é que tudo isso mostra que a HUMANIDADE ESTÁ VIVA, e essa vitalidade proporciona a variedade, ou não nos orgulhamos de ser um país com uma diversidade de culturas. Basta escutarmos e perceberemos que a música é feita de silêncios e Sons; de Harmonia e também porque não dizer de Desarmonia (o que falar do Frevo, uma “crítica as marchas”). Não pretendo convencer ninguém a mudar seus gostos musicais, nem eu quero mudar o meu. Mas é urgente, um consenso entre saber o que gosto e respeitar os que os outros gostam. Se os outros não compreendem isso em ambientes públicos, o jeito é aproveitarmos das tecnologias e termos sempre por perto um fone de ouvido.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Pequenos Comentários sobre A Travessia

Iniciei a leitura do Livro A TRAVESSIA do autor William P. Young, como muitos comprei este por causa do grande sucesso que foi o livro A Cabana. O texto continua com o mesmo estilo, e apesar de anunciar que não é continuação de A Cabana, infelizmente, a história se repete. De início o autor logo apresenta o personagem principal, como no outro, cheio de problemas e descrente em Deus. Dando continuidade, ele tem sua experiência ou encontro e mais uma vez, Jesus, Espírito Santo são personificados. A alma continua a ser comparada com um lugar que precisa ser preservado.

Difícil mesmo é ter que ler críticas aos filósofos gregos e medievais, em sua frustrada tentativa de explicar a Trindade Santa. Contudo, espero que durante o decorrer da leitura, o autor possa me proporcionar surpresas e não somente uma releitura de  A Cabana.
Leiam o livro e comentem!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Texto de Formatura



Caríssimos,
Estamos tão acostumados em escutar que a Matemática é para poucos, e ao escolhermos o Curso de Licenciatura em Matemática fomos considerados loucos ou por alguns como superiores. Observamos inertes, a sociedade afirmar: a matemática é exata, nunca muda, pois tudo já está pronto. E por vezes acreditamos ser essa a verdade, não dando a oportunidade de nós mesmos e dos nossos alunos a redescobrir e a reinventar a arte dos cálculos. Atualmente, como professores nos deparamos com o grande desafio de desmistificar muitas ideologias, temos a missão de anunciar que a MATEMÁTICA É PARA TODOS.
Durante todo nosso curso encontramos enormes dificuldades, fizemos e refizemos exercícios, erramos muito a ponto de quando chegar ao resultado certo, duvidar se realmente estava certo. Com essas tentativas crescemos e evoluímos, aprendemos e merecemos (infelizmente, nem todos) conquistar o título de professor.
Dedico essa conquista a Deus, a Virgem Maria, a Santo Antônio, aos meus pais e amigos, aos professores que tive a honra de ser seu aluno e que faço questão de citá-los: A Dione Rabêlo por me fazer apaixonar pela educação; A Márcia Elizabete por tão bem me preparar na elaboração de trabalhos acadêmicos; Também a Adriana Flávia, Zoriane e ao professor Darlan Moutinho; Agradeço ainda a Alan Gustavo que não apenas me ensinou Desenho Geométrico e Matrizes, assim como a realizar uma apresentação excelente; Por fim não posso esquecer-me do Professor Edval que tão bem introduziu-me no Cálculo Diferencial e Integral.
A colação de grau não foi a mesma sem a presença de Gilmara Hermínio, minha amiga que demorará mais um pouco para receber esse título. Aos meus verdadeiros amigos que foram outorgados juntamente comigo (Vanessa, Jéssica, Mikhail, Sílvio e Geisiane que nunca lembra de mim em suas citações) a esses desejo felicidades e ainda digo: Continuem evoluindo, e sejam os melhores no que fazem, lembrem-se sempre que não são notas ou títulos que fazem os verdadeiros professores.
Por fim, não poderia esquecer a frase de Charles Darwin que bem exemplifica o nosso futuro: “O matemático é um cego numa sala escura, procurando por um gato preto que não está lá”.
A todos citados meus agradecimentos. Felicidades, paz, luz e conquistas no ano que se inicia.

Sérgio Luís da Silva
Graduado em Matemática pela Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul – FAMASUL

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Artigo Interessante


A INTERFERÊNCIA DA MONOCULTURA DA CANA DE AÇÚCAR NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO NA ZONA DA MATA SUL DE PERNAMBUCO E MATA NORTE DE ALAGOAS.
Antonio de Souza Junior¹
RESUMO: A formação do povo brasileiro é resultado dos encontros e desencontros de culturas diferentes, associada à obediência econômica da ordem metropolitana, juntamente com uma formação racial determinada pela relação de trabalho, esses fatores culminariam com o produto de cento e oitenta milhões de que somos hoje. Diante desse argumento, podemos entender o padrão comportamental da população nacional, no que diz respeito a setores importantes da sociedade. A cana-de-açúcar, sempre esteve presente na vida econômica, social e política dos estados de Pernambuco e Alagoas, com especialidade na faixa litorânea em virtude do fácil acesso dos colonizadores que foram adentrando de acordo com a necessidade de espaço para expandir a plantação da cana de açúcar, solução para os problemas metropolitanos e coloniais naquele momento. O fato é que nem sempre ela solucionou problemas, em alguns momentos eles foram criados em virtude de uma relação de trabalho extremamente cruel, como por exemplo, a situação escrava que, ao longo do tempo, levou muitas pessoas à exclusão social, deixando pessoas a margem de uma sociedade criada estritamente para os mais abastados. Com isso, a educação para todos ficou comprometida, quando apenas os filhos da classe dominante teriam direito a frequentar uma escola dentro dos padrões de qualidade definidos pelo capitalismo moderno e envolvida com questões de profissionalismo de nível superior através de vestibular.
Palavras-chave: Alfabetização, exclusão, relação de trabalho, metrópole, compromisso, cana-de-açúcar
ABSTRACT: The formation of the Brazilian people is the result of agreements and disagreements of different cultures, coupled with obedience metropolitan economic order, together with a racial formation determined by the employment relationship, these factors culminate with the product of one hundred and eighty million people we are today. Given this argument, we understand the behavioral pattern of the national population with regard to important sectors of society. The cane sugar, always present in the economic, social and political states of Pernambuco and Alagoas, with expertise in the coastal strip because of the easy access of settlers who were entering in accordance with the need for space to expand the planting cane sugar solution to the problems metropolitan and colonial moment. The fact is it does not always solved problems in a few moments they were created by virtue of an employment relationship is extremely cruel, such as a slave state that, over time, led many people to social exclusion, leaving people to margin of a company created strictly for the wealthy. Thus, education for all was compromised when only the children of the ruling class would be entitled to attend a school within the standards set by modern capitalism and involved with issues of professionalism top-level through entrance exam.
Key- words: Literacy, social exclusion, employment relationship, metropolis, commitment, cane sugar


A EDUCAÇÃO NA ZONA DA MATA SUL DE PERNAMBUCO E NORTE DE ALAGOAS
Arrastando-se através dos tempos, nosso modelo educacional teve uma melhora ao oferecer, cada vez mais, vagas na escola, nascendo assim uma oportunidade para aqueles que não tinham condição de frequentar a escola privada, por conta das condições financeiras, e, não frequentavam a escola pública por falta de vagas e unidades escolares. Com isso, o surgimento de vagas nas escolas públicas leva esse homem a certo padrão de inclusão social através da educação.
Sabemos que desde a instituição do modo de produção privado que suplantou o primitivo, a sociedade, as pessoas estabeleceram padrões comportamentais não muito corretos para os padrões ético-morais definidos na contemporaneidade. Contudo, chegamos à conclusão que o modelo ético-cidadão deve ser observado a partir de do modelo de produção vigente, guardando as proporções em determinadas localidades de estudo, neste caso estritamente, estaremos abordando a situação econômica e educacional da Zona da Mata Sul de Pernambuco e Zona da Mata Norte de Alagoas.
Na zona da mata sul de Pernambuco e norte de Alagoas, localidades onde a cana-de-açúcar determina o fator econômico, é incontestável a defasagem educacional, mostrada através de uma grande evasão escolar no período da safra, entendendo como principal motivo para isso, o corte da cana e todo seu contexto.
Podemos citar como exemplo o município do Xexéu, zona da mata sul do Estado, onde, tanto na educação “regular”, como na educação de jovens e adultos (EJA) existe um forte indício de evasão escolar durante o período da colheita da cana, chegando às vezes, o abandono a cerca de 65% (sessenta e cinco por cento) no caso do ensino Fundamental e 90% (noventa por cento) na educação de jovens e adultos (EJA).
Isso nos leva a uma reflexão, o que sobre essa exacerbação numérica na evasão? São pensamentos que nos levam a criar situações- hipóteses sobre os benefícios e malefícios que causam a produção da cana de açúcar no Brasil, com especialidade nos interiores do nordeste, onde o “coronelismo” impera em todos os sentidos, seja na prestação de serviços à população ou na perseguição na relação de trabalho semi-escravo prestado por pessoas carentes que não tem outra opção, a não ser trabalhar na lavoura da cana para o sustento da sua família.
Em pleno século XXI, algumas pessoas na Zona Rural e também na zona urbana vivem em situação caótica, numa situação de proporções medievais enormes, ao observarmos o processo que se desenrola nas relações de trabalho onde as pessoas sobrevivem em condições miseráveis.
O DESCUMPRIMENTO DA LEI, MAIS UM MOTIVO PARA EVASÃO
O interesse por este estudo é bastante diferenciado, de grupos para outros grupos, dentro de uma mesma região, escola ou comunidade. As motivações que levam as pessoas a sala de aula são as mais diversas, revelam-se por conta de uma necessidade, geralmente, motivada pelos pais. Em alguns casos, percebe-se que algumas pessoas são seriamente influenciadas por outras pessoas no seu direcionamento à escola.
No caso das pessoas que lidam diretamente com a lavoura da cana de açúcar, podemos perceber que não existe um incentivo direto para a instituição escola – criou-se até certo “instinto” para ir – existe apenas, em certos casos, uma necessidade lógica de aprender a ler, contar e escrever, a prova disto está na grande evasão registrada a cada ano. E, é uma questão de prioridade, a escola, como algo importante na formação do ser humano.
Podemos perceber, que as famílias da Zona da Mata Sul de Pernambuco e Norte de Alagoas, não estão motivadas a matricular e manter seus filhos na escola. Os exemplos sociais não são colaboradores da equipe da inclusão escolar. Quando observamos os padrões numéricos de desempregados na região, percebemos que um grande número deles é de pessoas com mais de 18 anos e menos de 30, e eles têm uma formação no ensino médio, o que revela que para existir esperança profissional é necessário uma formação em nível superior, o que leva ao dilema de ter que trabalhar para sobreviver, ou estudar e não ter o que comer, uma vez que é da lavoura da cana-de-açúcar que tiram seu sustento, seja ele adulto, adolescente ou criança; O “coronelismo”, tanto no cenário social, como no cenário político impera nessas regiões, deixando as pessoas desempregadas atreladas ao poder político dos dominantes que gastam fortunas para ter o poder político nas mãos, a barganha é feita tanto no cenário político maior quanto na troca por votos, deixando essas pessoas a mercê de suas vontades, que às vezes são as mais inimagináveis.
A LDB² em seu artigo 22, parágrafo 2º diz que o sistema de ensino deve atender o calendário de uma forma especial, de maneira que atenda as particularidades da região de forma que não ocorram prejuízo nas horas letivas. Diante disso podemos fazer uma análise de que existem várias possibilidades, e criar hipóteses como as motivações que levam o trabalhador rural a agir desta maneira.
Podemos considerar como primeira hipótese e mais crítica, os sistemas de educação que, simplesmente, ignoram a LDB. Como segunda hipótese, observa-se a falta de motivação para atender e resolver os problemas de maneira sustentável, criando expectativas dentro do processo de ensino.


PERNAMBUCO, UMA SOCIEDADE DE CLASSES. UMA EDUCAÇÃO SEM CLASSE.
É trivial falar que os modelos sócio-econômicos canavieiros são extremamente excludentes, no que diz respeito principalmente à educação, agora com o agravante do atendimento ao mercado de combustível do álcool que retorna com força como combustível limpo, uma política de combate à poluição e a defesa do meio ambiente, disfarçada, - questão e de lógica, cada soca de cana plantada a mais, significa menos mata atlântica e vegetação nativa - fazendo com que exista um investimento na ordem de 35% (trinta e cinco por cento) em terras cultiváveis, causando assim alguns males, como efetivação da monocultura da cana que chegou naquela região desde o período da colonização portuguesa. Porém, os problemas hoje se revelam de forma diferenciada, considerando a velocidade com a qual ocorrem as transformações sociais e eventualmente culturais, onde antes, nas décadas de 1960 e 1970, os filhos tinham sua ida garantida a escola, pois quem trabalhava era o pai que saia para o trabalho e as raízes familiar como determina a ordem histórica do núcleo familiar, hoje em dia a freqüência escolar é prejudicada pelo fato de, a mãe também esta no plantio ou semeio da cana – às vezes com os filhos, às vezes não – e também que ela está exercendo a função cada vez mais comum de chefe de família, ou por desemprego do pai, pelo final de uma relação (casamento), ou simplesmente pelo fato de ser mãe solteira, com isso, não tendo o tempo necessário para promover um modelo ético-educacional dentro do seu lar, considerando que os filhos estarão junto a ela no serviço ou ficando hora em casa sem a proteção familiar, hora nas calçadas durante um longo período do dia. Porém, essa criança ou adolescente estará matriculada numa escola municipal ou estadual por conta de uma situação de ajuda financeira, as bolsas assistencialistas da vida.
A funcionalidade da escola está ligada ao comportamento histórico da sociedade onde ela está naturalmente a cultura dessa região vai refletir diretamente no modelo educacional, nesse caso estrito, em Pernambuco, a cultura da cana-de-açúcar, do gado ou de outras culturas de subsistência espalhadas pelo Estado, implica diretamente na relação ensino-aprendizagem do povo ao seu redor. Contudo, não podemos entender essa afirmação como uma regra, nem sempre os modelos estudados e observados são aplicados em todas as situações. Devemos entender que existem pessoas que pensam diferentes uma das outras e se comportam também diferentes.
Em Pernambuco, a educação obedeceu ao mesmo padrão sócio-econômico do restante do país, ou seja, trazendo em seu bojo todos os problemas sociais e econômicos acumulados por uma exclusão social histórica, fazendo uma convergência para os dias atuais, onde muitos não tiveram direito a educação, nesse caso entendida como escola, fez com que tivéssemos os maiores índices de analfabetismo funcional do país, criando assim o cabide de emprego da Educação de Jovens e Adultos (EJA) que em outros momentos atendeu por Mobral (movimento brasileiro de alfabetização), respaldando o toma lá dá cá político coronelista ainda representado em muitos dos cento e oitenta e quatro municípios do Estado, onde salvo raras exceções ainda funciona o voto de cabresto dos eleitores desinformados, bem como dos que detêm um pouco de informação, considerando que esses, querem um vínculo empregatício com a municipalidade através dos famosos contratos temporários e cargos em comissão, isso de acordo com o grau de instrução e participação na política partidária municipal.
A falta de efetivação dos objetivos republicanos no Brasil como um todo, bem como no Estado de Pernambuco, fez o modelo coronelista da década de 1920 se perpetuar como um padrão a ser seguido durante décadas, oprimindo e perseguindo os adversários políticos, as vezes de uma forma até a cometer assassinatos em nome do conservadorismo no poder.
Toda essa cultura, e devemos entender a cultura como todos os eventos realizados no fenômeno vida, “desde o nascimento com vida até a morte cerebral” (Carlos Veloso, 2008 – Ministro do STF) leva diretamente para o modelo educacional de cada cidade, fazendo com que todos os problemas sociais sejam direcionados para a sala de aula, afetando o intelecto de alunos e professores, pois não há como dissociar os problemas existentes do contexto da vida do homem, das relações de ensino-aprendizagem.
O conhecimento historicamente produzido no contexto universal nos remete a afirmar que as Escolas Rurais não estão descoladas do todo. A existência e a necessidade dessas escolas devem ser entendidas como formas articuladas do movimento da totalidade. E, conforme Silva (2000),

É preciso superar a visão dualista, que organiza o conhecimento sobre os fenômenos humanos de forma dicotomizada, em pares antagônicos (ex: rural x urbano). Essa maneira de compreender o mundo baseia-se em aparências e não dá conta da complexidade do mundo real. No mundo real, os objetos se interpenetram para compor a totalidade. A totalidade contém uma integração entre o rural e urbano.

Contudo, evidencia-se nas discussões realizadas referentes a essas questões exatamente o oposto desse movimento quando se destaca nos discursos a necessidade de políticas que atendam as “especificidades” do negro, do índio, da população rural, enfim, do “diferente”. Segundo Valente (1998), o foco de atenção deve ser centrado na compreensão de mecanismos históricos que transformam a diferença num problema, resgatando a historicidade dos significados que a diversidade assume.
Conforme Calazans (1993), ainda estava em vigência na década de 40 o ruralismo pedagógico³, que foi uma tentativa de responder a “questão social” provocada pela inchação das cidades e incapacidade de absorção de toda mão-de-obra disponível pelo mercado de trabalho urbano. Políticos e educadores tentavam ressaltar o sentido “rural da civilização brasileira” e reforçar os seus valores, a fim de fixar o homem rural a terra, o que acarretaria a necessidade de adaptar programas e currículos ao meio físico e à cultura rural.
A escola rural é relembrada, não quando a agricultura e a pecuária estão em crise, mas quando a cidade e sua economia entram em crise e não conseguem absorver a mão-de-obra, necessitando, assim, rebaixar os custos da reprodução de sua força de trabalho, ou ainda quando o poder central precisa se sustentar e legitimar-se em bases rurais.
Além disso, a educação rural não é defendida como um fim em si mesma, mas como instrumento para outros fins sociais e políticos, como, por exemplo, defender-se a educação para fixar o homem no campo, evitar o congestionamento e a violência das cidades, ampliar as bases políticas, etc.
No momento atual, se discute a necessidade de uma política educacional que contemple a cultura do homem do campo. O discurso de Kolling (1999) explica essa questão quando diz que:

O propósito é conceber uma educação básica do campo, voltada aos interesses e ao desenvolvimento sócio-cultural e econômico dos povos que habitam e trabalham no campo, atendendo às suas diferenças históricas e culturais para que vivam com dignidade e para que, organizados, resistam contra a expulsão e a expropriação. Não basta ter escolas do campo, ou seja, são necessárias escolas com um projeto político-pedagógico vinculado às causas, aos desafios, aos sonhos, à história e à cultura do povo trabalhador do campo.

Portanto, não podemos pensar a educação do campo sem que esses alunos não estejam contextualizados com o ensino como um todo, para que esses mesmos alunos, ao saírem da zona rural em busca de trabalho na área urbana, não encontrem pela frente o obstáculo de terem sido preparados especificamente para atuar no trabalho rural, reforçando a possibilidade de serem discriminados. Sabemos que não é só a formação profissional que leva o indivíduo a estar fora do mercado de trabalho, e sim o estágio em que se encontra o sistema capitalista de produção que, nesse momento histórico, passa pela crise de acumulação em conseqüência da utilização das máquinas e da tecnologia, cada vez mais, em larga escala, liberando, assim, a força de trabalho humana e gerando o desemprego estrutural.
As propostas que defendem a especificidade da escola rural e sua adequação cultural, na verdade encobrem, sob fórmulas culturalistas atraentes e aparentemente inovadoras, problemas estruturais reais entre cidade e campo e as próprias relações estruturais de exclusão no campo. Arroyo (1992) evidencia essa questão quando afirma que

Teremos que optar entre continuar tratando o homem do campo com um carente crônico que precisa ser alimentado, curado, informado, integrado, educado, ou passar a tratá-lo como um cidadão-trabalhador historicamente excluído dos direitos básicos, que vem tomando consciência dessa exclusão e se organiza na reivindicação de seus direitos.

Não existe a possibilidade de desvincular o ensino rural do ensino urbano. É fundamental compreender o processo como um todo, mesmo sendo inegável a existência das singularidades, como a localização geográfica dessas escolas que não deixam de estar inseridas no contexto da totalidade.
Quando o homem vai à sala de aula, ele leva toda sua vida junto, não existem condições psicológicas de fazer uma dissociação, pois o objetivo da educação sempre foi à melhoria da vida, essa mesma que ele traz para escola, contudo é necessário buscar uma mudança da condição vida, para que exista um bom aproveitamento do ambiente escolar.
AS MUDANÇAS...
A atual situação da escola, no que diz respeito à mão-de-obra qualificada, está em relação a outros países, muito defasada, não temos pessoas qualificadas em número suficiente e as vezes compromissadas com educação – muitas vezes existe a migração de áreas que não tem afinidade com a educação – levando assim a uma mercenarização do modelo de educação escolar, onde apenas o dinheiro faz a força motriz para o mover da escola. Engenheiros, advogados, e outros profissionais sem formação para o magistério estão invadindo as salas de aula e levando conhecimento no lugar dos professores, não quero aqui incorrer no erro de afirmar que eles não tenham capacidade de ensinar, porém é necessário admitir que apenas quem passar por cursos direcionados a educação têm as diretrizes para transmitir conhecimentos – não podemos confundir falação com transmissão de conteúdos, e isso tem promovido uma certa insatisfação dentro do nosso modelo educacional onde apenas aqueles cargos, ditos de elegância, como os acima citados tenham uma maior capacidade de desenvolver e aplicar conteúdos.Não se construirá uma política pública de educação do campo, se esta não se legitimar nas várias instâncias da sociedade brasileira. Não se trata de algo mais profundo, mas compreender a escola rural multisseriada como um problema social de exclusão.
Os alunos saem da escola sem o domínio da leitura e da escrita com compreensão e ao chegarem a outras escolas, sofrem com a desigualdade cultural.
O problematização foi a preocupação em refletir sobre a formação de leitores. Mas, não apenas leitores de textos escritos. Mas leitores de paisagens do lugar em que vivem, de suas histórias passadas e sua dinâmica história atual.
ARROYO, Miguel G. Escola Cidadania e Participação no Campo. Em Aberto, Brasília, 1992.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. MEC. Brasília, 1996.
CALAZANS, C. J. M. Para Compreender a Educação do Estado no Meio Rural. In: TERRIEN, J. Educação e Trabalho no Campo. Papirus. Campinas, 1993.
KOLLING, Edgar Jorge. Por uma Educação Básica do Campo. Fundação Universidade de Brasília, 1999.
SILVA, Celeida Maria C. S. e. Políticas Públicas Educacionais e Assentamentos rurais de Corumbá-MS (1984-1996) Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande-MS, 2000.
VALENTE, Ana Lúcia E. F. O Jogo das Diferenças: O Multiculturalismo e Seus Contextos. Autêntica. Belo Horizonte, 1998.




¹ Antonio de Souza Junior é Professor da Rede Estadual de Alagoas. Licenciado em História pela FAMASUL – Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul; Especialista no Ensino de História pela UFRPE – Universidade Federal Rural de Pernambuco; Atua no Ensino Fundamental e no Ensino Médio – Professor da Rede Municipal de Campestre/AL – Professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú – atua nas áreas de Ciências Humanas e Educação.

² Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

³ Não é o meu objetivo aqui, aprofundar essa questão.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O Pequeno Príncipe

     O que é necessário para viver?
     Para o pequeno príncipe era necessário apenas três vulcões e uma rosa "vaidosa".
     Esses dias tive a grande oportunidade de terminar a leitura de uma belíssima obra literária, trata-se do livro O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry.
     A história nos convida a refletir sobre a amizade e sobre o que realmente é essencial para o homem, tudo isso por meio de diálogos. Mostra ainda que quando temos um amigo, ficamos ansiosos por cada novo encontro.
     Aproveitem um de seus momentos livres para poder contemplar essa arte. E se deixarmos a imaginação fluir, será um encontro nosso com esses personagens.

"O essencial é invísivel aos olhos"...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Advento: Tempo de Esperança

Mais uma vez a Igreja Católica se "veste de roxo", anuncia mais ainda o pedido de conversão e torna-se a divulgadora do apelo de João Batista que diz: "preparai o caminho do Senhor". 
Advento é tempo de espera, esperamos o Senhor, por isso buscamos a mudança de vida. Sabemos que é preciso que o Cristo nasça em cada um de nós, despertando assim nossa fraternidade, caridade e o olhar para "os cristos " marginalizados.
Não é apenas árvore de natal, papai noel, enfeites, é preciso sim um olhar que possa transformar a nossa condição miserável em digna de receber o Senhor. Advento é tempo de esperança, na certeza de que somente com o Cristo poderemos obter a Salvação eterna.
É tempo de voltarmos para a igreja primitiva que sempre reconheceu a importância da caridade, da comunidade e dos testemunhos dos apóstolos, e como herdeiros dessa igreja, temos o dever de anunciar o Cristo e buscar saciar essa sede de Deus, mas não esquecer também de saciar a sede de Pão e de  Amor. 
Nossa igreja hoje e sempre mostra-se solidária, exemplos belíssimos são vistos, de pessoas que renunciaram a si mesmo e a exemplo do Cristo viveram para o outro, em resposta ao mandamento supremo: Amai-vos uns aos outros. Relembremos as biografias desses grandes modelos de santidade, e aprendemos com ele a escolher o Amor, a escolher a Verdade e a escolher o Caminho que é o próprio Cristo. São essas pessoas estrelas a nos guiar, como assim guiou uma estrela indicando o Salvador aos magos, são estrelas que não apontam para si, mas para o centro de toda a vida que é o Cristo, verdadeira luz de todas essas estrelas.
Caríssimos irmãos e irmãs, que esse advento também seja tempo de formação, sede de conhecimento na busca de reconhecermos a beleza e grandiosidade de nossa igreja, que sempre com inteligência e unção nos apresenta e ensina a viver como Cristo. 
O Advento é marcado por três personagens significativos. Primeiramente Isaías, o profeta da esperança; João Batista, que com sua humildade aponta para o Cordeiro de Deus e Maria, mais do que nós ela foi movida por essa espera, não é apenas uma mulher, mas é aquela em que  Gabriel a chamou de Cheia de Graça. 
Por fim, desejo e rezo para que nossas vozes se unam as vozes dos anjos e santos, mártires e profetas, a Nossa Mãe Maria Santíssima e  a  toda igreja para juntos exclamarmos: Vinde logo Senhor Jesus. Gloria in excelsis Deo...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Um olhar que reflete o Coração Materno de Deus

Em nossas vidas nada é tão marcante como a presença materna. Deus por conhecer tão bem essa vocação nos doou uma mãe, que assim como Ester (relatado na Bíblia) sempre intercede pela humanidade. É em Maria que Deus mais uma vez revela seu plano de amor para como os seus filhos, mostrando o modelo ideal de mãe, uma mãe que mesmo diante de todo sofrimento do filho permanece ao seu lado, mas nunca o convida a desistir, mas se mostra suporte. Maria nunca quis assumir o papel de deusa, mas a exemplo de Caná, ela nos mostra o caminho a seguir, ao suplicar: Fazei o que ele vos disser.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, é uma figura dessa imagem, não adorada por todos, mas venerada com toda dignidade que merece. Sendo seu maior milagre reunir grandes multidões que juntamente na sua presença louva e adora a Trindade Santa, que é o centro da Igreja e do coração de todo fiel. São inúmeros os favores concedidos por Deus, por intermédio dela, nós confiantes em sua proteção rogamos para nos apresentar o Cristo.

Contrariando tudo isso, quantos irmãos não reconhecem o papel de Maria na Igreja, e tentam a todo instante negligenciar sua importância conquistada com todo sofrimento, e renúncia. A esses é preciso relembrar que: As portas do inferno não prevalecerão, e que Deus não esquece de nenhum dos que souberam dizer sim a seu plano, é Maria que proclama: Eis aqui a serva do Senhor, faça-me em mim segundo a Tua Palavra.

Além do mais, já diz um ditado popular: Falar de mim é fácil, difícil é ser eu. Que em vez de tanto detestar Maria, procure assumir seu papel e renunciar a si mesmo. Estamos cansados de tantas palavras, queremos ver ação.

Qual é a Igreja que mais vive em função dos pobres? Inúmeras congregações e religiosos escolheram viver sem nada, a serviço dos pobres e excluídos da sociedade. Não é apenas doar, mas celebrar, compartilhar e fazer parte da vida de cada ser que para o mundo é inútil. Católicos esses que tem como modelo de santidade Cristo, Maria e ao final do dia agradecem o Pai por mais um dia, e não dormem sem pronunciar: Ave Maria cheia de graça o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre: Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Desfile Cívico Municipal

Em homenagem a Emancipação Política de Alagoas o município de Colônia Leopoldina realizou nesta sexta-feira desfile pelas principais ruas da cidade, o mesmo estava marcado para iniciar às 08:00h, mas somente teve início às 11:30h. A falta de pontualidade e organização foi muito presente nesse desfile. Pessoalmente acredito ser um ato desumano, fazer com que jovens, professores, crianças e deficientes desfilem em pleno meio-dia, a temperatura estava altíssima, até mesmo a platéia estava sofrendo com o calor. Muitos pais tiraram seus filhos do desfile, muitos expectadores foram embora e com razão. Fala-se tanto em prevenir contra câncer de pele e acaba fazendo com que as pessoas fiquem expostas aos raios solares.

Outro fato que merece ser citado é a voz do locutor, tentando passar uma emoção ao qual nem mesmo ele estava sentido, quanto mais o povo. Tentam enfeitar demais e acabam esquecendo que a simplicidade é bem mais acessível para as pessoas.

Em relação ao discurso do nosso prefeito pode-se dizer que foi marcado pela descrição dos seus feitos: Posto do SAMU, Reforma das escolas,... Isso é muito bom, e de grande necessidade para esta cidade em desenvolvimento, mas falar que a saúde está excelente é um tanto que exagerado. Bem sabemos os grandes desafios que são enfrentados para se oferecer uma saúde de qualidade, diante disso é preciso que o governo mostre o que foi feito, as suas dificuldades, o que precisa fazer, pois as pessoas merecem saber da realidade e não de ilusões. Algumas comunidades deveriam conhecer por que a pelo menos dois meses não contam com a presença de um médico, deveriam saber o que está sendo feito, o que fazer se necessitar desse direito.

Não podemos esquecer da Banda Marcial do Antônio Lins da Rocha que até as vésperas do desfile não se sabia que iria se apresentar ou não, preferiria que não tivesse saído mesmo, assim como a do Aristheu de Andrade. Digo isso, não culpando os integrantes, eles fazem o que são direcionados a fazer. Repertório? Cadência? Estética? Alinhamento? Marcha? Cadê, o povo apenas ficou esperando, esperando o que realmente nós leopoldinenses somos capazes de fazer. Assim como na diversidade cultural mostrada no desfile, diversas regiões, diversos povos. Um tema excelente, que propôs aos alunos a oportunidade de conhecer e valorizar o povo do seu país e sua cultura. Lembro muito bem de alguns temas que merecem ser citados: Oktoberfest, Festa da Uva, Danças Afrobrasileiras, Empregos, pessoalmente não gostei do Tema Cordel Encantado, e por que um menino caracterizado de Padre Cícero carregou uma imagem do mesmo, não me recordo de ter visto isso na novela, tornou-se apenas uma sátira e uma escolha não muito inteligente. Tiveram muitos outros temas que realmente mostraram a criatividade e a competência do nosso povo, não deixando somente que as bandas de outros locais fizessem à festa. Uma solução seria um maestro por banda, e não um maestro que trabalhe com duas bandas, ou mais, e ainda tenha suas funções legislativa, pois música não é apenas improviso, mas responsabilidade e necessita de ensaios.

Por fim, aplaudo alunos, profissionais da educação, pais de aluno pelo grande desfile que fizeram.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Independência ou morte?

A Independência do Brasil é vista por muitos de forma resumida ao dia sete de setembro de 1822, enquanto ela foi consequência de vários fatores externo e internos. Algo que pode ser citado é a crise do sistema colonial, iniciada nesse país com grandes revoltas populares ocorridas a partir do século XVIII, entre elas a Inconfidência Mineira e a Revolta dos Alfaiates. Outros fatos internacionais impulsionaram as ideias revolucionistas e abolicionistas como a Revolução Industrial, a Independência dos Estados Unidos, a Revolução Francesa, que além de tudo abriram espaço para o desenvolvimento racional e intelectual dos brasileiros.
Vale lembrar que em dezembro de 1821 chegam ao Rio de Janeiro ordens que exigiam o retorno de Dom Pedro a Portugal, ele em 09 de janeiro de 1822 decide permanecer no Brasil (DIA DO FICO), um prenuncio da independência, anunciada com a frase: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto! Digam ao povo que fico. Já aos dias 07 de setembro de 1822, às margens do Riacho Ipiranga foi proclamado Independência ou Morte, anunciando a emancipação do nosso país. Em primeiro momento acreditava que ele tinha aderido as causas brasileiras rompendo com Portugal, mas não foi o visto em suas ações: noite das agonias (novembro de 1823), direitos especiais para portugueses declarados brasileiros, Constituição Brasileira de 1824 formada por portugueses que davam poderes extremos ao imperador, perda da Província Cisplatina .
A massa popular desejava um Brasil para os brasileiros, acreditava que Dom Pedro pudesse construir um novo país, com igualdade, fraternidade e liberdade, e não foi o que aconteceu, gerando mais conflitos populares, que desencadeou na abdicação do imperador, períodos de fracassos até chegarmos à formação da República.
É certo que O Grito do Ipiranga não alterou o cenário de vida das classes sociais baixas, aliás houve um maior favorecimento para os grandes latifundiários, houve o continuo uso da escravidão , além de grandes crises sociais, políticas e econômicas. Além da grande dívida que o Brasil contraiu com a Inglaterra, passando de mãos em mãos até os dias atuais.
A independência aconteceu, passamos de colônia para monarquia, e de certo modo, ainda hoje as pessoas simples são os sujeitos ativos desse acontecimento, principalmente quando pagam seus impostos, buscam seus direitos. Por fim cito um trecho do Hino da Independência: (...) Brava Gente Brasileira/Longe vá, temor servil; Ou ficar a Pátria livre, Ou morrer pelo Brasil.(...) Parabéns, oh Brasileiros, Já com garbo varonil/Do Universo entre as Nações Resplandece a do Brasil.
Parabéns a nossa Pátria, e que cada dia nós brasileiros tenhamos honra em defender nosso país, nosso lar, nossa familia.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Beleza e Devoção

É certo que todos seres humanos são atraídos pela beleza, é notável também que a arte por tempos estava a serviço das religiões. Como por exemplo disso temos os magníficos templos, as formas geométricas (predominante no islamismo), além dos belíssimos quadros, músicas . É perceptível portanto, que em diversas épocas o homem viu na arte a forma de expressar seu culto, utilizando-se da beleza para melhor homenagear "seus deuses". Para os cristãos católicos além das belíssimas  igrejas, aparece as imagens, figuras humanas transformadas em arte e devoção, onde simbolizam a história de seus santos (As imagens também estão presentes em outras religiões, como o budismo por exemplo). Como grande demonstração de devoção e beleza os adeptos do Cristianismo católico realizam procissões em virtude das festas de seus padroeiros, sendo utilizados para o transporte e exposição das imagens as charolas, ou popularmente conhecido "andor. Essas charolas são formadas não só por flores, mas por fé, amor e talento de grandes artistas que por vezes não são valorizados, mas que continuam fazendo o que amam e o que melhor sabem fazer que é a arte e a beleza. A eles nossa gratidão por ofertar a visualização de tão grandiosas obras (e ainda em 3D).

A seguir alguns andores da Procissão do dia 16 de julho de 2011 em Colônia Leopoldina, em virtude de sua padroeira Nossa Senhora do Carmo.





sexta-feira, 8 de julho de 2011

Festa de N. S. do Carmo 2011 - Colônia Leopoldina - AL

Nossa Senhora do Carmo
"O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual".
(Cardeal Piazza)


A devoção dos leopoldinenses pela Senhora do Carmo tem seu início em 28 de agosto de 1854, com a chegada da imagem na recém criada localidade. Sendo sua festa comemorada desde sempre no dia 16 de julho, conforme o calendário litúrgico. Em 1904, no dia da tão grandiosa padroeira, foi de fato e direito instalado o município de Colônia Leopoldina. Em 1913, com a graça de Deus e auxílio do Padre Francisco Geraerdt scj, iniciou-se a construção da Matriz de Nossa Senhora do Carmo, somente tendo seu término em 08 de setembro de 1923. Ao passar dos tempos, a devoção cada vez é maior, em virtude aos grandes benefícios que a Mãe do Carmelo não cessa de derramar sobre todos habitantes da cidade. É o escutar do apelo que Maria proclamou a São Simão Stock: "Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno". E como filhos do Carmo cremos na poderosa intercessão de nossa mãe. Ao usarmos o escapulário temos a consciência de que mediante a todas as provações e tentações diárias, esperamos uma boa morte, em virtude da salvação eterna.
É no monte Carmelo que o profeta Elias, soube que mediante a grande seca a chuva redentora saciaria a sede, e foi nesse mesmo monte que através de Maria, Deus concede mais uma intervenção divina para a salvação dos homens. Nossa Senhora do Carmo é uma resposta de Maria a seus filhos, que por sua vez clamam: Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Deus rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Nossa Senhora do Carmo, Mãe dos leopoldinenses e Rainha desta cidade, Rogai por nós!

terça-feira, 31 de maio de 2011

A Marca de Amor

Em meio a tantas propagandas e spam oferecidos pela internet, muitas vezes somos agraciados de receber de nossos amigos mensagens que podem transformar nosso dia. Hoje, recebi essa linda mensagem que com certeza nos ajudará a nos tornarmos pessoas mais felizes e bondosas.



Um menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia.
Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.
A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão:
Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o ultimo a entrar em sala de aula, e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhassem para trás. O professor achou magnífica a idéia da diretoria,
sabia que os alunos não olhariam mais para trás.
Levado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio,
com uma condição: Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula,
para dizer o porquê daquela CICATRIZ. A turma concordou,
e no dia o menino entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:
- Sabe turma eu entendo vocês,   na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri:
- Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora,   eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade...
A turma estava em silencio atenta a tudo.O menino continuou: além de mim, haviam mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.
Silêncio total em sala.
-... Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente...  Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar,
pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chama. 
Só que quando minha mãe tentou entrar na  casa em chamas as pessoas que estavam ali,
não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha, eu via minha mãe gritar:- " Minha filhinha está lá dentro!" Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava,
mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha...

Foi aí que decidi. Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar. 
Saí de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam, eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha.
Eu sabia o quarto em que ela estava.
Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito... Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la,
e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto...
A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada então o menino continuou:
Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR.

Vários alunos choravam, sem saberem o que dizerem ou fazerem,
mas o menino foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se. Para você que leu esta história, queria dizer que o mundo está cheio de CICATRIZ.  

terça-feira, 24 de maio de 2011

Tales de Mileto – Filósofo? Matemático? Astrônomo? – Amante da Natureza


Pouco se sabe desse grandioso amante e observador da natureza, pois nenhuma das suas obras sobreviveu. Supõe que o mesmo que era mercador, até torna-se rico para poder dedica-se totalmente ao estudo. Foi o fundador da escola jônica, que estudava a origem do universo e outros temas filosóficos. Teve influência em sua vida de diversos povos ao qual conheceu em suas viagens, sendo de importante destaque os egípcios (patrono da geometria), realizando lá alguns trabalhos como a medida exata da pirâmide,  a partir da observação da sombra da pirâmide, uma noção da semelhança de triângulos.
No campo da astronomia, foi o primeiro a prever um eclipse solar em 585 a.C. além de dar uma explicação lógica para a ocorrência desse fenômeno.
Em filosofia percebe-se que afirmar que a arché, principio de todas as coisas, era a água e também afirma que todas as coisas estão cheias de deuses, ou seja, todas as coisas possuíam alma.
Foi um dos primeiros a demonstrar a utilização da ciência para o cotidiano do homem, utilizando seus conhecimentos, segundo conta Aristóteles, foi capaz de prever uma excepcional colheita de azeitonas, alugou a maioria das destilarias de azeite de Mileto e ganhou um bom dinheiro com a safra.
Sendo verdade ou mito, podemos afirmar que foi considerado pelo oráculo de Delfos o primeiro dos setes sábios da antiguidade. Além disso, Tales torna-se importante a medida que temos o início do caráter investigativo da ciência, ao mesmo tempo em que no mundo mitológico abre-se espaço para a razão, uma explicação lógica do que é o homem.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O que pensar do suicídio?

Em Êxodo 20,13 nos é apresentado o quinto mandamento que nos suplica: Não mate. A igreja nos diz o seguinte, Não matar implica em não causar homicídio, a não causar danos ao corpo ou a alma nossa e dos nossos próximos. Sendo, portanto, proibidos por esse mandamento o homicídio, o aborto, o suicídio, escravidão e outros sistemas que levam a morte.
O suicídio, ato de tirar a própria vida é gravemente contrário à justiça, à esperança e à caridade.
É injusto porque nossa vida pertence a Deus, Ele nos criou e nos deu o sopro de vida, do mesmo modo é contraria a dignidade humana, pois toda vida é sagrada (reservada a Deus) e somos criados a imagem e semelhança Dele. A respeito da Esperança, pois nos torna descrentes do Cristo, a medida que nos impossibilita de contemplar os planos de Deus em nossas vidas. Contraria a caridade, pois devemos está a serviço do próximo, ao mesmo tempo em que é uma atitude egoísta, pois tantos sofrem, mas vivem as suas dores e tentações como o Cristo viveu em sua paixão e morte.
Como o próprio livro do Eclesiástico nos diz: “ A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado”. (Eclo 15,18).
São diversas as causas desse mal: o medo, a angústia, desânimo, problemas na vida íntima e familiar, a violência, problemas mentais, etc. E diante desses fatos nós também somos convidados a orar por nossos irmãos suicidas, assim como nos pede a igreja. Em seu livro Quando só Deus é a resposta, Márcio Mendes nos dá uma belíssima frase: “Não importa se as pessoas estão certas ou erradas, se merecem ou não; Deus está cheio de esperança, desejoso de que por elas intercedamos. Deus as quer salvar”.
Portanto, por mais grave que seja esse pecado, a igreja nos afirma que não podemos condenar um suicida ao inferno, pois Deus pode utilizar de meios que somente Ele conhece para conceder a Salvação.

Deus nos conceda a proteção e a paz. Que Ele cuide de nós pessoalmente, e por meio de Nossa Mãe, possamos chegar ao Filho que é Caminho, Verdade e Vida.

quarta-feira, 23 de março de 2011

A Criação geme em Dores de Parto...

A Campanha da Fraternidade 2011 nos propõe uma reflexão sobre o homem e sua ação na natureza, levando-o a rever seu papel perante o uso correto dessa grande criação de Deus. Ao confrontar a poluição juntamente com as tentativas da natureza de se restaurar, percebido pelo cartaz proposto, onde nota-se a persistência de pequenas plantas em nascer em meio ao concreto e a poluição.
Pensar na natureza e sua conservação, bem como uma convivência pacífica entre homens, tecnologias e meio ambiente, nos mostra que quem lucrará é o próprio homem. É, portanto, missão ética, social e religiosa do homem conservar desses recursos, defendendo-os, a fim de preservar e sobreviver a nossa própria espécie. É perceptível as reações de tantas poluições, que nem precisam serem citadas.
Por outro lado, a campanha da fraternidade ocorre sempre no tempo da quaresma, onde o homem é levado a repensar suas ações, voltar-se ao Criador e converter-se, é certo também que as igrejas não se dediquem totalmente as celebrações litúrgicas a essa campanha e esqueçam-se do tempo que está vivendo. Esquecer do tempo quaresmal é proporcionar aos fiéis uma má preparação para a Páscoa, que é a maior de todas as solenidades.
Que o Cristo que venceu suas tentações nos ensine a sermos realmente humanos e acima de tudo irmãos com todas as criaturas e criações. E para ajudar a refletir nada melhor do que ver na figura de São Francisco de Assis, um modelo de contemplação de Deus através de suas obras, que maravilhado com todas a perfeição de Deus em suas criações, nos presenteia com um belíssimo canto de louvor a Deus...

Altíssimo, onipotente, bom Senhor
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar
Louvado sejas, meu Senhor
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o senhor irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo, é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste as claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo,
Pelo qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Água,
Que é muito útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite,
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra,
Que nos sustenta e governa
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados os que as sustentam em paz,
Que por Ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes à tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!
Louvai e bendizei ao meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.